sábado, 26 de setembro de 2009

Inteligência Organizacional, Inteligência Empresarial, Inteligência Competitiva, Infra-estrutura de BI – mas qual é a diferença?

Recentemente, recebi uma newsletter que falava de três dimensões da Inteligência Competitiva: uma delas como sendo a própria Inteligência de Mercado.

Depois de ler o conteúdo dessa newsletter, comentei com alguns amigos que estava na hora de atualizar o artigo sobre as Inteligências, que escrevi em 2008, e publicá-lo novamente na mídia.

O que tenho visto, durante nove anos que trabalho na área, é que Inteligência Competitiva é vista pelo mercado como sinônimo de Inteligência de Mercado. E realmente é!

As áreas das empresas que trabalham com inteligência no Brasil são chamadas em algumas delas por Inteligência Competitiva ou Inteligência de Mercado.

Para quê complicar?

Segue, abaixo, o artigo em versão atualizada e com novas informações.


Inteligência Organizacional, Inteligência Empresarial, Inteligência Competitiva, Infra-estrutura de BI – mas qual é a diferença?


A Inteligência vem ganhando seguidores cada vez mais fiéis, sendo crescente o número de organizações que investem em práticas de Inteligência: Organizacional, Empresarial e Competitiva.

Como o assunto é relativamente novo, principalmente no Brasil, o mercado, muitas vezes, ainda confunde Inteligência Organizacional, Inteligência Empresarial (Inteligência de Negócios), Inteligência Competitiva e infra-estrutura de Business Intelligence (BI).



Qual é a diferença?


Na pesquisa bibliográfica realizada, observou-se um esforço de vários autores em conceituar a Inteligência no contexto organizacional e empresarial.

A Inteligência Organizacional é a capacidade de uma corporação como um todo de reunir informação, inovar, criar conhecimento e atuar efetivamente baseada no conhecimento que ela gerou. (McMaster, 1996)

O emergente conceito de Inteligência Organizacional integra diversos níveis de inte¬ligência – individual, de equipe e organizacional – em uma estrutura para criar empresas inteligentes. (Albrecht, 2004)

A Inteligência Organizacional também é o somatório dos conceitos de inovação, criatividade, qualidade, produtividade, efetividade, perenidade, rentabilidade, modernidade, inteligência competitiva e gestão do conhecimento. (Rezende, 2008)

Já a Inteligência Empresarial (ou Inteligência de Negócios) pode ser definida como a capacidade de uma empresa para capturar, selecionar, analisar e gerenciar as informações relevantes para a gestão do negócio com o objetivo de (Teixeira 2009):

- Inovar e criar conhecimento.

- Reduzir riscos na tomada de decisão e evitar surpresas.

- Direcionar, assertivamente, os planos de negócios e a implementação de ações.

- Criar oportunidades de negócios.

- Apoiar o desenvolvimento de produtos/serviços com uma base de informação confiável, eficiente e ágil.

- Monitorar, analisar e prever, eficientemente, as questões relacionadas ao core business.

- Gerar valor aos negócios.


A Inteligência Empresarial pode ser concebida como o resultado de uma evolução como função híbrida do planejamento estratégico e das atividades de pesquisa de marketing. (Tyson 1988)

A Inteligência Empresarial busca integrar os sistemas computacionais aos sistemas de informação organizacionais, enquanto o BI (Business Intelligence) concentra-se no desenvolvimento de sistemas de informação computacionais. (Matheus; Parreiras, 2004).

A infra-estrutura de Business Intelligence (BI) compreende: a extração, data warehouses, data marts e ferramentas para gerenciamento da informação e análise de dados como data mining.

Portanto, a Inteligência Empresarial não se limita à tecnologia, assumindo posição de destaque na tomada de decisão estratégica de diversas categorias de usuários como executivos, gerentes e analistas.

Se levarmos em consideração que o objetivo da Inteligência é transformar informação subjetiva e desagregada em vantagem competitiva para agregar valor aos negócios, é natural que qualquer área possa construir a sua base de Inteligência. Assim, podemos ter não só a Inteligência de Mercado ou Competitiva, divulgada constantemente pela mídia, como também Inteligência de Produtos, Inteligência de Logística, Inteligência de Clientes, Inteligência Financeira e assim por diante. (Teixeira 2007). Essas ‘Inteligências’, juntas, constituem a Inteligência Empresarial.

Neste contexto, a Inteligência de Mercado ou Competitiva (IC) é parte da Inteligência Empresarial e engloba, principalmente, informações sobre o mercado e a concorrência. (Teixeira 2009)


Inteligência Competitiva na Prática

Segundo a SCIP -- Society of Competitive Intelligence Professionals , a Inteligência Competitiva é um programa sistemático e ético para coleta, análise e gerenciamento de informações externas que podem afetar os planos, decisões e operações de uma empresa.

Como a teoria é, muitas vezes, diferente da prática no ambiente empresarial, a área de Inteligência Competitiva acaba abrangendo muito mais do que informações externas (mercado e concorrência), sendo responsável por demandas que incluem desde dados quantitativos e performance de produtos ao mapeamento inteligente de clientes.

Como exemplo, a Iveco, fabricante de caminhões, ônibus e veículos comerciais, decidiu mudar a metodologia de cruzamento de dados e começou a mapear também informações sobre o negócio de seus clientes, como, por exemplo, quais são os produtos que os clientes mais carregam nos caminhões, que tipo e modelo de veículos são mais utilizados em cada região e por que razão, quais produtos são mais comercializados no momento etc.

Com essa iniciativa, a Iveco investiu em uma mudança no foco do negócio, priorizando as necessidades do cliente e do negócio do cliente, ao contrário da visão tradicional do mercado, já utilizada pela empresa e com foco no produto. Dentre os resultados, a área de Inteligência Competitiva identificou tendências e oportunidades de negócios, antecipando necessidades específicas dos clientes.
Há outras técnicas de IC (Inteligência Competitiva), como a análise de Win/Loss, que podem trabalhar em conjunto com o sistema e as ferramentas de BI (Business Intelligence), contribuindo na validação dos dados do BI e no maior direcionamento estratégico da empresa com respostas rápidas ao mercado.

A análise de Win/Loss de clientes é muito útil em mercados altamente competitivos. Essa técnica faz um levantamento da perda/ganho de contratos/clientes da empresa em relação à concorrência.

Um gigante da indústria de Tecnologia da Informação, com atuação em software, hardware e serviços, utiliza a análise Win/Loss há alguns anos. São mapeados dados como segmento do prospect, produtos/serviços que foram solicitados na proposta comercial, faturamento da perda/ganho por cliente e principais razões das perdas/ ganhos de contratos.

Como resultados, a empresa tem uma maior compreensão das disputas comerciais, além de identificar os pontos fortes e fracos da empresa e concorrentes. Entretanto, esse
trabalho só é possível se houver o envolvimento e o comprometimento das equipes de vendas (pré-vendas e projetos) com a área de Inteligência Competitiva.

É importante a percepção das empresas de que a Inteligência Competitiva (IC) vai muito além do monitoramento da concorrência/mercado e da análise estática de posicionamento (defendida por Michael Porter), assumindo um caráter muito mais estratégico para as empresas.

Ao contrário do que muitas empresas entendem por Inteligência Competitiva, seu diferencial permeia muito mais no campo de identificar oportunidades para as empresas e de não perder o foco no futuro do que em ações imediatistas, de curto prazo. Nesse sentido, ganha poder de fogo as empresas que trabalham com cenários prospectivos e analíticos e que conseguem colocar na prática o conhecimento adquirido.


A Inteligência Empresarial no Brasil: evolução e desafios

É preciso que as empresas enxerguem a “Inteligência” numa visão macro. Há células de Inteligência dentro das empresas; várias delas.

O mercado brasileiro está em processo de evolução em Inteligência Empresarial. Nesse sentido, é natural haver estágios de evolução e graus de maturidade diferentes entre as empresas. No Brasil, as mais evoluídas já contam com equipes próprias para identificar e até mesmo criar oportunidades de negócios, utilizando técnicas como cenários analíticos e prospectivos.

Independente do grau de maturidade em que se encontra uma empresa em Inteligência Empresarial (ou Inteligência de Negócios), o importante é a área não focar apenas em ações imediatistas, de curto prazo e colocar na prática o conhecimento adquirido, contribuindo com os tomadores de decisão.

As empresas no Brasil estão bem melhores do que dez anos atrás quando se fazia um trabalho de Inteligência parecido com o de planejamento estratégico ou plano de marketing.

Houve uma profissionalização do trabalho de Inteligência Empresarial e uma estruturação das áreas de Inteligência Competitiva e Business Intelligence dentro das empresas com equipes próprias, principalmente, nos últimos seis anos.

As Inteligências (Organizacional, Empresarial, Competitiva, sistema de BI) são complementares e, juntas, formam o arsenal de competitividade e conhecimento para a tomada de decisão tática (presente) e estratégica (futuro). Os ganhos são imensos e direcionam a empresa rumo à inovação, à agilidade e à geração de valor aos negócios.


Referências Bibliográficas:

- ALBRECHT, K. Um Modelo de Inteligência Organizacional. HSM Management 44, maio-junho, 2004.

- MCMASTER, M. D. The Intelligence Advantage : organizing for complexity. NEWTON, MA : Butterworth-Heinemann, 1996.

- MATHEUS, Renato Fabiano; PARREIRAS, Fernando Silva. Inteligência Empresarial versus Business Intelligence: abordagens complementares para o apoio a tomada de decisão no Brasil. In: Congresso Anual da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, 3, 2004, São Paulo, Anais.

- REZENDE, Denis Alcides. Sistemas de informações organizacionais: guia prático para projetos em cursos de administração, contabilidade e informática. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2008.

- TEIXEIRA, D. R. As Faces da Inteligência : como direcionar a sua organização e definir o perfil profissional. 2007. Disponível em:http://www.kmbusiness.net/images/dteixeira_04_2007.pdf. Acesso em: 09/2008.

- TEIXEIRA, D. R. Rede de Valor para Inteligência Empresarial. Revista da ESPM, vol. 16, Edição nº 1, pg. 80-90, janeiro/fevereiro 2009.

- TYSON, K. W. M. Business Intelligence: putting it all together. LEP, 1988.

- CUNHA, L. Com inteligência, Iveco cresce 131%. 2008. Disponível em:http://www.metaanalise.com.br/inteligenciademercado/palavra-aberta/melhores-praticas/com-inteligencia-iveco-cresce-131.html. Acesso em: 11/2008.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

REVIE na Prática: Inteligência de Clientes - Estudo de Caso Parte 3

A co-opetição ganhou poder de fogo nas últimas décadas, e hoje conquista maior espaço frente ao já conhecido ‘ambiente hipercompetitivo’.

A cooperação entre organizações assume uma maior importância devido à dificuldade das empresas em atender as exigências competitivas isoladamente. Quando duas os mais organizações percebem a possibilidade de alcançar conjuntamente seus objetivos e obter ganhos mútuos, a cooperação entre elas se desenvolve. (Balestrin e Verschoore, 2008).

A Inteligência de Clientes, numa visão mais ampla, englobando a Gestão da Experiência com o Cliente (Customer Experience), torna-se uma arma poderosa para as empresas lidarem com clientes cada vez mais exigentes, num ambiente co-opetivo (competitivo e cooperativo) e interconectado pelas intranets, extranets e redes sociais.

Este artigo mostra, em linhas gerais, a aplicabilidade de duas técnicas do Método REVIE (Rede de Valor para Inteligência Empresarial) no eixo Inteligência de Clientes para resolver um problema/desafio de um gerente numa empresa de Telecomunicações.

O estudo de caso, abaixo, já é conhecido pelos leitores que vem acompanhando a série de artigos sobre o Método REVIE publicada, mensalmente, por Daniela Ramos Teixeira.
Para acessar os dois artigos anteriores com foco no estudo de caso apresentado: Inteligência de Produtos (http://www.metaanalise.com.br/inteligenciademercado/momento/ponto-de-vista/revie-na-pratica-inteligencia-de-produtos.html) e Inteligência Competitiva (http://www.metaanalise.com.br/inteligenciademercado/momento/ponto-de-vista/revie-na-pratica-estudo-de-caso-parte-1.html)


A Bomba!

“O telefone toca. O gerente de negócios de uma empresa de telecomunicações diz: essa empresa é mais uma que caminha para a fusão. No correio eletrônico, e-mail sobre os avanços da convergência no Brasil, analisando os impactos no portifólio de soluções -- a empresa não possui parceiros estratégicos para enfrentar a era da Convergência.

Na mesa dele, uma proposta da equipe para avaliação de investimentos no desenvolvimento de um novo produto. Ele sabe que já tem concorrente com oferta no mercado similar a este produto. Mas este produto do concorrente é lucrativo? Já alcançou a maturidade? Quais os pontos fracos desta solução?

O analista da equipe chega e diz: detectamos que um grupo de clientes quer mais interação com a empresa. Ele pergunta: mas já não temos o web site e a central de call center?

O gerente de vendas liga para afirmar que os dados de ‘mkt share’ enviados pela área de Inteligência Competitiva não estão corretos: vendemos mais! Não podemos estar atrás daquele concorrente.”



Eixo: Inteligência de Clientes


A Inteligência de Clientes é o processo de captura, seleção, análise, gerenciamento de informações e criação de conhecimento sobre clientes para a tomada de decisão, seja ela estratégica ou operacional, desde a etapa de prospecção até a gestão do cliente. (Teixeira 2009)

Táticas de Guerrilha relacionadas à Inteligência de Clientes: grande conhecimento dos clientes, ações que surpreendam o cliente, parcerias estratégicas e investimentos na mídia não-convencional. (Teixeira 2009)


Problema/Desafio:

- foi identificado que um grupo de clientes quer mais interação com a empresa. O Web site e a central de call center da empresa não possuem mais o nível de interatividade e contato que atendam esses clientes.


Solução:

- está na hora dessa empresa fazer uma segmentação dos clientes para identificar outros potenciais clientes com o mesmo perfil.

- após o mapeamento desses clientes, aplicar as técnicas e ferramentas da Gestão da Experiência com o Cliente (Customer Experience).

“Customer Experience” é criar, gerenciar e mensurar uma boa experiência com os clientes. O trabalho entre a empresa e os clientes é em conjunto, sendo que o grande desafio é aprender qual tipo de experiência o cliente quer vivenciar com a empresa. A relação que predomina entre empresa e clientes é o ‘ganha-ganha’.

As oportunidades de interação e trabalho em conjunto são inúmeras. Clientes da empresa de Telecom contribuindo com idéias para novos produtos/serviços num portal on-line. Neste caso, clientes atuando como designer. A empresa pode incentivar a participação com uma premiação anual, ainda que simbólica.

Clientes espalhando uma campanha on-line da empresa para a sua rede de contatos no My Space ou por e-mail, atuando dessa forma como mídia da empresa.

Nesse cenário de colaboração e interatividade, as ferramentas da Web 2.0 com os blogs, wikis, ambientes virtuais em 3d, como o Second Life, ganham peso para a empresa vencer nesse ambiente co-opetivo.

A empresa forma verdadeiros advogados da marca. Dentre as vantagens:

- os clientes sentem-se valorizados pela empresa;
- há uma maior adequação do produto às necessidades dos clientes;
- possibilidade de maior personalização do produto/ serviço;
- a divulgação é gratuita para a empresa com campanhas de mkt viral e mkt boca-a-boca.
- a empresa consegue chegar num nível de interatividade com esse grupo de clientes nunca antes imaginado.

Para concluir, o grau de inteligência na Experiência com o Cliente (Customer Experience) será um dos principais diferenciais entre as empresas para vencerem num ambiente cada vez mais co-opetivo (competitivo e cooperativo) e interconectado.

Em clientes, está aí um dos principais benefícios do Método REVIE (Rede de Valor para Inteligência Empresarial) para as empresas. A REVIE vai ajudar as empresas a enxergar a cadeia de valor como um todo, que inclui os clientes, desenvolvendo ações assertivas com as ferramentas da web 2.0.


Além disso, o Método REVIE é formado por padrões, técnicas, modelos e melhores
práticas, incluindo as quatro principais frentes em MKT e
Vendas trabalhando juntas e integradas:

- Inteligência Competitiva;
- Produtos/ Serviços;
- Clientes e
- Parcerias.

Há indicadores de performance e desempenho para cada um desses quatro eixos da Inteligência.

Em Inteligência de Clientes, foram mapeadas dezesseis melhores práticas, sendo que a Segmentação de Clientes e a Gestão Experiência com o Cliente (Customer Experience) são exemplos de duas técnicas.

A REVIE vai ajudar as empresas a se relacionar melhor com seus clientes numa relação ‘ganha-ganha’.

A proposta da REVIE é que os clientes contribuam e interajam com a empresa, de maneira eficiente, quer seja na concepção ou no desenvolvimento das soluções ou mesmo na fase da gestão do produto/serviço. Os clientes sentem-se valorizados pela empresa. Literalmente: eles vestem a camisa. Tornam-se advogados da marca! (Teixeira 2009)

Todo esse ritmo de evolução, as mudanças e as novas demandas dos clientes e das empresas trazem novos desafios como determinar o nível de colaboração entre os relacionamentos (destaque para empresa-clientes neste artigo) e lidar com ameaças como a falta de controle. Entretanto, as vantagens proporcionadas pela rede são maiores que as ameaças.

No próximo artigo, vamos falar dos problemas, desafios e as possíveis soluções do gerente utilizando a Inteligência de Parceiros.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BALESTRIN, A; VERSCHOORE, J. Redes de cooperação empresarial : estratégias de gestão na nova economia. Porto Alegre: Bookman, 2008.

TAPSCOTT, D.; WILLIAMS A.D. Wikinomics : como a colaboração pode mudar o seu negócio. 2ª edição. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 2007.

TEIXEIRA, D. R. Rede de Valor para Inteligência Empresarial. Revista da ESPM, vol. 16, Edição nº 1, pg. 80-90, janeiro/fevereiro 2009.



Daniela Ramos Teixeira é especialista em Marketing Estratégico, Inteligência Empresarial e Competitiva, atuando a mais de nove anos nessas áreas. Em 2008, criou o Método REVIE (Rede de Valor para Inteligência Empresarial) - a Rede de Melhores Práticas para MKT e Vendas. Mais em http://inteligenciaempresarial-brasil.blogspot.com


Fonte: www.metaanalise.com.br/inteligenciademercado/momento/ponto-de-vista/revie-na-pratica-inteligencia-de-clientes.html


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Artigo Inteligência de Clientes - REVIE e Video Daniela entre os 50 mais lidos do Portal Meta Análise




Esse mês de Setembro deu dobradinha no portal Meta Análise. Estamos entre as 50 notícias mais lidas em http://www.metaanalise.com.br/inteligenciademercado/noticias-mais-lidas.html


Para acessar o video: http://www.metaanalise.com.br/inteligenciademercado/palavra-aberta/analise-setorial/melhores-praticas-em-mkt-e-vendas-impulsionam-estrat-gias-empresarias.html


Para acessar o artigo REVIE na Prática - Inteligência de Clientes: 3ª parte do estudo de Caso REVIE (Rede de Valor para Inteligência Empresarial): http://www.metaanalise.com.br/inteligenciademercado/momento/ponto-de-vista/revie-na-pratica-inteligencia-de-clientes.html


Nos próximos posts vou detalhar as duas iniciativas.

SDS,

Daniela Ramos Teixeira
linkedin: www.linkedin.com/in/dteixeira
twitter: www.twitter.com/ramos_daniela
web site: www.revie.com.br (em construção)

sábado, 12 de setembro de 2009

Desafio Ning Exame PME: o que você faria se fosse esta moça?

Olá,

Estou no ning da Revista Exame PME (http://revistapme.ning.com - recomendo!).

Depois de ler o post do ning (copiei abaixo), não tive como não lembrar dos comentários na última aula da pós-graduação da FEA-USP sobre empreendedorismo e falta de visão para exportação dos brasileiros.
A confecção dessa moça de apenas 34a é um exemplo de que pode dar certo! Expansão dos negócios com exportação.

A minha resposta segue logo abaixo ao ‘mini case’. Se quiserem se cadastrar no ning e participar com respostas às perguntas abaixo, o prazo é até 12/9, às 20:00 hs.

SDS,

Daniela Ramos Teixeira
linkedin: www.linkedin.com/in/dteixeira
twitter: www.twitter.com/ramos_daniela


O que você faria se fosse esta moça?


http://revistapme.ning.com/page/o-que-voce-faria-se-fosse-esta

Quem é ela Fabiola Molina
Idade: 34 anos
De onde: São José dos Campos, SP
Profissão: Atleta olímpica e empresária


A Confecção Fabiola Molina
Faturamento: 800 000 reais (previsão para 2009)
Crescimento: receitas 20% maiores que em 2008
Meta: dobrar a produção de 3 mil peças ao ano até 2011
Conquista: boa parte da produção é exportada. Entre as clientes, estão as nadadoras da Universidade de Stanford, na Califórnia


"Eu odeio as marcas de maiô no bronzeado", afirma a nadadora olímpica Fabiola Molina, de 34 anos. Fabiola treina em piscina descoberta, e foi para evitar as marquinhas que, em 2002, procurou uma costureira da família. Seu pedido: um duas-peças menor do que os tradicionais de treino, mas que fosse igualmente confortável.
Quando Fabiola apareceu para treinar de sunquíni colorido, muitas colegas lhe pediram para desenhar um também para elas. Nascia, assim, a confecção de Fabiola, que leva seu nome.

Nos anos seguintes àquele momento na beira da piscina olímpica de uma associação esportiva de São José dos Campos -- cidade no interior paulista onde Fabiola nasceu --, as vendas aumentaram. De quatro anos para cá, período em que a atleta passou temporadas no exterior, a Fabiola Molina se expandiu com exportações. Metade do faturamento de 800 000 reais previsto para este ano -- 20% mais que em 2008 -- veio de fora.

As coleções, que agora incluem biquínis e sungas para usar na praia, são apresentadas num site. As peças exportadas chegam às consumidoras fora do país por um serviço da Fedex especial para pequenas e médias empresas. Fabiola gostaria de dobrar a produção até 2011, mas teme que os investimentos demorem para retornar.

Qual a chance real de a confecção de Fabiola prosperar nos próximos anos? Compensa investir nesse mercado? O que você faria se estivesse no lugar de Fabiola? O que falta para os negócios dela realmente deslancharem? E o que você gostaria de perguntar para ela? (O prazo para fazer as perguntas é até este sábado, 12/09, às 20 horas. Ela vai respondê-las neste final de semana.)


Minha Resposta:

Olá Fabiola, Parabéns! Ainda estou no começo com meu próprio negócio, mas também chego lá! Mulheres empreendedoras como você nos inspiram mais ainda a continuar no campo de batalha diário e a vencer.

Respondendo às perguntas, esse já é um negócio próspero, na minha opinião. É certo que há necessidade de melhorias para acompanhar todo esse gás que exige essa fase do negócio.

Como alguns colegas já observaram nos comentários acima, temos poucos dados para fazer grandes recomendações, mas sabemos que o Brasil está em alta lá fora (um exemplo é o sucesso das havaianas que tem tudo a ver com o negócio da Fabíola: moda praia) e a Fabiola é uma atleta. Isso ajuda e muito no tipo de negócio que ela escolheu. Dessa forma, a resposta é sim: compensa continuar investindo nesse negócio.

Se eu estivesse no lugar da Fabiola, eu focaria as ações em Inteligência de Parceiros para fortalecer as alianças e parcerias, principalmente com empresas estrangeiras já que o foco é a exportação. Fabíola, pense na formação de uma rede de cooperação empresarial, com empresas parceiras trabalhando juntas, e em relações de ganhos mútuos, tipo ‘ganha-ganha’.

Pelas informações acima, o produto já é vencedor, mas é importante também se atualizar sempre das tendências de moda em cada país, das cores que caíram no gosto popular etc. Por isso, não deixe de trabalhar a Inteligência de Clientes aliada à Inteligência de Produtos. Com a web 2.0 e a proliferação das redes sociais, as ações nesse sentido são armas poderosas e vão ajudar a empresa da Fabíola no desenvolvimento de ações voltadas à fazer com que seus clientes vivenciem uma experiência de valor agregado com sua empresa. É o marketing de experiência (customer experience).

Por fim, não deixe de olhar o seu concorrente (Inteligência Competitiva). Há várias confecções no Brasil que já exportam biquínis e sungas. Se há uma preocupação sobre o retorno dos investimentos (informação do texto), um bate-papo com quem já percorreu esse caminho pode ajudar. Uma pesquisa também.

A minha pergunta: Fabiola, você gostaria de conhecer o Método REVIE (Rede de Valor para Inteligência Empresarial)? É uma Rede de Melhores Práticas para MKT e Vendas com foco em quatro eixos trabalhando juntos e integrados: Inteligência Competitiva, Clientes, Produtos e Parceiros.
Amarrei os quatro eixos no texto acima, com ou poucos dados que tínhamos. Foi divertido!

domingo, 6 de setembro de 2009

REVIE citada em tese de doutorado do Prof. Dr. Edson Roberto Scharf

Olá Colegas, muitos de vocês tem acompanhado todo esse trabalho que estamos desenvolvendo juntos com o Método REVIE (Rede de Valor para Inteligência Empresarial).

Evoluímos bastante em dezesseis meses de trabalho, principalmente nos últimos 4 meses. A REVIE está na mídia impressa (revista da ESPM), na mídia eletrônica (IBRAMERC, Meta Análise, Inbrasc, MBI etc), nos blogs (Alfredo Passos, Portal da Administração, UNIPE etc), nas comunidades e foruns (SBGC, Ilanet, nings PME e Escola de Redes).

Tenho divulgado também frequentemente algumas iniciativas da REVIE neste blog, no linkedin e, agora, também pelo twitter: www.twitter.com/ramos_daniela .

Há muito trabalho pela frente, mas fica a certeza de que o nosso trabalho está trazendo resultados! E eles estão vindo por todas as frentes: mídia, profissionais do mercado e meio acadêmico com contato de professores e alunos.

Na semana passada, recebi um e-mail do Prof. Dr. Edson Roberto Scharf com o link para a tese de doutorado dele - PROPOSTA DE VALOR NA CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADEDE MARCA: O CAPITAL HUMANO ENVOLVIDO NA ÁREA MERCADOLÓGICA

O Método REVIE (Rede de Valor para Inteligência Empresarial) foi citado nas pgs. 122 e 123, seção 2.3 Proposta de Valor.




Acesse a tese em http://www.tede.ufsc.br/teses/PEGC0091-T.pdf e veja o excelente trabalho sobre marca desenvolvido pelo prof. Edson.

Não li ainda toda a tese, mas li o resumo e a seção 2.3 Proposta de Valor.
Trabalho muito rico, muito bem escrito e embasado.
É material para guardar e consultar sempre nos trabalhos sobre marcas, posicionamento estratégico (não só de marcas, mas também da empresa) e gestão do conhecimento.
Dá para perceber por esta seção o quanto o prof. Edson pesquisou e mergulhou fundo para desenvolver este trabalho.

Destaco texto da pg. 125:
“Quatro são os elementos que diferenciam o Marketing
experiencial do Marketing tradicional, segundo Schmitt11 (2001),
considerado o introdutor do termo no meio acadêmico: o foco de atuação
é nas experiências dos consumidores; clientes são movidos por questões
racionais e emocionais; a exploração da situação de consumo em si; e o
ecletismo nos métodos utilizados para conhecer e compreender os
consumidores. O processo de compra e de consumo e, principalmente,
os significados para o consumidor são as áreas de estudo do Marketing
experiencial, estando relacionados diretamente ao valor que ele percebe.”


Tudo a ver com a melhor prática Gestão da Experiência com o Cliente, aplicável ao método REVIE no eixo Inteligência de Clientes.





Eu é quem agradeço prof. Edson! Pela confiança no método REVIE (Rede de Valor para Inteligência Empresarial) e por poder participar de um trabalho tão rico. Vamos construir o futuro juntos e já lhe disse isso.


SDS a todos,

Daniela Ramos Teixeira